19.6.12

Prefeituras sob controle de agiotas...

Gláucio Alncar. Foto reprodução
Até quando teremos que suportar o gerenciamento de maus políticos que de forma equivocada abusam do orçamento público em beneficio próprio, deixando uma profunda lacuna no campo social brasileiro. A todo instante recebemos noticias desses fatos, a exemplo do que foi posto hoje no blog de Marco D´ Eça.

Três prefeituras sob controle de agiotas...

As prefeituras de Bacabal, Pindaré-Mirim e Dom Pedro são três das 37 que estavam sob controle do agiota Gláucio Alencar, preso semana passada como mandante do assassinato do jornalista Décio Sá.

É Gláucio quem controla as finanças destes municípios, que têm como prefeitos Raimundo Lisboa (PDT), Arlene Costa (PMDB) e Henrique Salgado (PSDB).

O blog obteve informações sobre os talões de cheques apreendidos pela polícia, que estão sob sigilo e devem também ser periciados pela Polícia Federal.

O esquema de Gláucio nas prefeituras funciona assim: aparentemente, ele fornece merenda escolar e medicamentos aos municípios, mas, na verdade, o que faz é operação de agiotagem com dinheiro público.

Em Dom Pedro, o contato é o empresário conhecido por Eduardo DP, filho da prefeita.

Num contrato de R$ 6 milhões para suposto fornecimento de merenda, por exemplo, é Gláucio quem adianta R$ 2,5 milhões a DP, que lhe repassa cheques de R$ 600 mil.

Na prática, o agiota empresta R$ 2,5 milhões e recebe R$ 6 milhões em dez parcelas, uma operação de usura com lucro de mais de 100%, paga com dinheiro público.

Em Bacabal, o próprio agiota controlava os talonários de cheques, cuja emissão ficaria sob seu comando. Em troca, liberava dinheiro ao prefeito – quaisquer que fossem as necessidades de Lisboa.

O mesmo acontece em Pidaré-mirim.

Além de Gláucio Pontes, a polícia investiga Júnior Bolinha e vários outros agiotas que mantêm negócios de fachada com prefeituras maranhenses.

O que deverá resultar na Operação Detonando II…

O Post de Marcos D Eça, me remete a uma reflexão. Estamos em pré-campanhas para as eleições municipais, como tal, a preocupação tem sido simplesmente em coligações, formar grupão para ganhar as eleições municipais, muitas das vezes bancada com dinheiro de agiotas, e depois acertada com o nosso dinheiro. “Uma total desorganização”.

Não seria melhor nestas pré-campanhas que se realizem um diagnóstico dos recursos e da demanda social e juntamente com a sociedade local, apresentar um plano de metas para os quatro anos de governo conforme estabelecidas pelo PPA, LDO e LOA? - Pense bem, gestor público sem planejamento, não terá também boas estratégias para governar, porém, com intensas possibilidades para aliar-se a agiotas e a outros crimes, bem relatados por D Éça.

 

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