12.9.12

PF prende 15 pessoas em flagrante por compra de votos em Anápolis


          Henrique Luiz

Luiz Felipe Gomes, presidente do Instituto Verus, fala
à imprensa esta manhã, já detido na PF de Anápol
Por Marcellus Araújo

Quinze pessoas foram presas em flagrante na noite de ontem, em Anápolis, pela Polícia Federal, acusadas de cometer crime eleitoral. Segundo o delegado da PF da cidade, Angelino Alves, nove detidos são eleitores que recebiam, no momento da detenção, dinheiro para votar em determinado candidato. Os outros seis são pessoas ligadas ao Instituto Verus Assessoria e Pesquisa, entre eles o presidente da empresa, Luiz Felipe Gomes.

O delegado Angelino Alves revela que a denúncia foi feita na semana passada. [...]
"Descobrimos o local há alguns dias e ficamos com o mandado [de prisão] nas mãos, esperando para ver se era verdade ou não. Ontem, por volta das 22 horas, chegamos ao local e fizemos o flagrante", contou.


Todos os detidos serão encaminhados para o presídio estadual de Anápolis, para onde devem ser levados até meio-dia. As mulheres seguirão para o presídio de Abadiânia, onde há ala feminina, como explicou Angelino. O crime é inafiançável e os acusados, se julgados culpados, podem pegar pena de até cinco anos de reclusão, pois foram indiciados pelo crime previsto no artigo 299, da Lei nº 4.737/65 do Código Eleitoral, segundo a assessoria de comunicação da PF.

A PF continuará a investigar o caso para descobrir se existe participação de políticos no esquema de compra de votos.

Verus é o instituto de pesquisa que, segundo o delegado, colocou funcionários em campo, nas ruas de Anápolis, para abordar eleitores, dizendo que estavam fazendo uma pesquisa. "Anotavam nome e telefone do eleitor e pediam para esse eleitor ir ao Hotel Príncipe em determinado horário, onde seria feita uma pesquisa", relatou o delegado.

Na reunião os funcionários do Instituto Verus faziam um questionário com os eleitores sobre o voto de cada um para governador de Goiás. Em seguida, falavam mal de um candidato, elogiavam outro, exibiam vídeos que mostravam Iris Rezende (PMDB) e Marconi Perillo (PSDB) falando de suas promessas de governo e depois repetiam o processo de pesquisa. Ao fim, distribuíam um envelope vermelho com R$ 50 para cada pessoa, a título de "ajuda de custo". "Constatamos que a pessoa recebia o envelope com o dinheiro na saída da reunião, independentemente do candidato que ela dizia votar", afirmou Angelino Alves.

Foram aprendidos vários formulários de pesquisa, um notebook que era utilizado para projetar vídeos dos candidatos ao governo, R$ 1.292,00 em dinheiro, além de vários objetos, de acordo com nota da Polícia Federal emitida à imprensa esta tarde.

(JORNAL OPÇÃO)


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