1.3.13

EIKE PODE SER A PRÓXIMA BOMBA DO BNDES


Banco comandado por Luciano Coutinho, que já perdeu R$ 700 milhões na LBR, do setor de leite, já colocou R$ 10 bilhões nas empresas do bilionário, além de um pedido de mais R$ 3 bilhões; ações do "império X" viram pó. 

247 – Os investimentos que o empresário Eike Batista – que já foi o mais rico do Brasil – planeja fazer dependem cada vez mais de recursos oficiais, em especial do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social). O problema é que a instituição, que recentemente perdeu R$ 700 milhões relativos à operação da LBR Lácteos Brasil, pode registrar novos grandes prejuízos por conta do "império X" de Eike, cujas ações têm virado pó. 
De acordo com reportagem do Valor Econômico, de 2005 até agora, o BNDES colocou nada menos que R$ 10 bilhões nas empresas de Eike Batista. E o empresário levantou R$ 13,6 bilhões em IPOs desde 2006, quando sua primeira empresa foi listada na bolsa brasileira, a MMX – que atua no setor de minério – até o lançamento das ações do estaleiro OSX, em 2010. Os dados são da Comissão de Valores Mobiliários (CVM).
Como se não bastasse, o bilionário ainda aguarda a aprovação de um financiamento de R$ 3 bilhões do banco, que será investido na expansão da mina de Serra Azul, em Minas Gerais. E a OSX, companhia de construção naval, também quer ajuda financeira para a construção de uma plataforma de petróleo. O problema é que o cenário não anda positivo para o empresário, que vê as dívidas aumentarem e o valor de suas empresas caírem.
Ainda segundo o Valor, há uma preocupação no mercado de que Eike tenha contraído empréstimos como pessoa física em bancos privados e dado como garantia as ações de suas empresas. O valor de todas as suas companhias na bolsa está abaixo se comparado à época da estreia – só em 2012 a OGX desvalorizou 67,84%. Ao jornal, o grupo EBX respondeu por email que está "capitalizado, com recursos suficientes para garantir a execução dos projetos desenvolvidos" e com "funding substancialmente equacionado para os próximos anos".
O problema é que, caso afunde, o grupo de Eike Batista não irá sozinho: causará grandes prejuízos também ao banco de fomento.
BRASIL 247

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