2.4.13

Dilma admite: "não se previu a maior seca dos últimos 50anos"


Embora a história da seca na região nordeste seja secular, em discurso na abertura da reunião com os governadores do Nordeste, a presidente Dilma Rousseff (PT) admitiu que o governo foi pego de surpresa pela estiagem. "Ninguém previu a maior seca dos últimos 50 anos". Segundo a presidente, o governo federal irá investir R$ 9 bilhões no combate à seca.

Segundo historiadores, a seca na região nordeste vêm desde o século 16. As faltas da água acentuaram um quadro que em diversos momentos chega a ser assustador: migração desenfreada, epidemias, fome, sede e miséria.
Relatos de pesquisadores e historiadores datam da época da colonização portuguesa na região. Até a metade do século 17, quando esta região interiorana do semiárido era ocupada pela população indígena. Uma das primeiras secas que se tem notícia aconteceu entre 1580 e 1583. As capitanias tiveram seus engenhos prejudicados, as fazendas, sofreram com a falta de água, e cerca de cinco mil índios desceram o sertão em busca de comida.

Somente no século seguinte, o conhecido como Polígono das Secas: parte de Alagoas, Bahia, Ceará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Sergipe e também Norte de Minas Gerais, passam a ser ocupados pelos “sertanejos”.  Anos 1700 estiagens atingiram a região, deixando rastros alarmantes nas capitanias. Em 1877, se abate na região o período que ficou conhecido como a “Grande Seca”, com duração de dois anos. Os efeitos segundo relatos foram desastrosos, fome e sede subtraíram mais da metade da população do Ceará; na época, 800 mil habitantes.

Na seca de 1915, o governo do Ceará criou uma espécie de campos de concentração nas margens das grandes cidades para impedir a migração. A fome e a falta de higiene provocaram um quadro trágico.
Em 1932, outra estiagem devasta o semiárido nordestino.  Foi nessa época que se tornou conhecida a indústria da seca.

“A seca mais abrangente teve início em 1979 e durou quase cinco anos. O fenômeno voltou a se repetir com mais intensidade nos anos de 1993, 1998 e 2001”. 

        A presidente Dilma, ao encerrar a reunião com os governadores, chamou a atenção das universidades estaduais e da Embrapa para que pensem em novas tecnologias para o combate à seca. "O que precisamos é de assistência técnica, as tecnologias, somado ao conhecimento da região, e ninguém melhor do que os próprios governadores para isso, e políticas efetivas das medidas agrícolas".

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