18.7.13

Residentes terão que optar por residência ou Mais Médicos

Objetivo de medida do Ministério da Saúde é impedir eventual 'sabotagem'.
Governo pediu investigação do caso à Polícia Federal, disse ministra.

Do G1, em Brasília

Diante das suspeitas de "sabotagem" no programa Mais Médicos, o Ministério da Saúde anunciou nesta quinta-feira (18) que exigirá dos médicos residentes uma declaração sobre se estão dispostos a desistir da residência para ingressar no programa.
O programa Mais Médicos abrirá vagas, com remuneração de R$ 10 mil, para profissionais atuarem na atenção básica em áreas carentes. O objetivo do programa é levar médicos para regiões onde faltam profissionais, como no interior e nas periferias de grandes centros. Na primeira semana de inscrições, 11,7 mil se cadastraram, de acordo com balanço do Ministério da Saúde.
Em nota divulgada nesta quinta, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha,
afirmou que o governo tentará evitar que médicos brasileiros se inscrevam no programa apenas com o objetivo de atrasá-lo. 
“Estamos estimulando os médicos brasileiros a participar do programa [Mais Médicos], mas não queremos ninguém que esteja fazendo qualquer tipo de sabotagem para atrasar um programa que visa oferecer médicos para a população”, afirmou Padilha na nota.
Nesta quinta, a ministra das Relações Institucionais, Ideli Salvatti, disse que o Ministério da Saúde solicitou à Polícia Federal que investigue possíveis sabotagens ao Mais Médicos.
Segundo a assessoria de imprensa do Ministério da Saúde, o órgão recebeu uma série de denúncias relatando que grupos têm utilizado as redes sociais para disseminar propostas a fim de inviabilizar e atrasar a implementação da chamada de profissionais.
A intenção desses grupos, de acordo com as denúncias, seria gerar um alto número de inscrições formais e, posteriormente, provocar uma desistência em massa, prejudicando os reais interessados na participação da iniciativa.
Além dos residentes, também terão de declarar a eventual desistência os médicos que participam do Programa de Valorização da Atenção Básica (Provab).
Segundo o ministério, os candidatos às bolsas de R$ 10 mil para trabalhar no Mais Médicos terão de entregar uma declaração impressa de seu desligamento da residência médica ou do Provab, “emitido pela coordenação dos programas”, ao homologarem a participação no Mais Médicos. O governo justificou a medida como um meio de se certificar sobre “a real intenção dos profissionais” de participar do programa.
Na nota, a pasta da Saúde também informou que os médicos que homologarem sua participação e não comparecerem no início das atividades ou desistirem nos primeiros seis meses serão “excluídos” do Mais Médicos e só poderão se inscrever novamente após seis meses.
Se eventualmente o médico voltar a se inscrever no programa e, mais uma vez, desistir, ficará impossibilitado “em caráter definitivo” de voltar a participar. O governo informou que as novas regras do Mais Médicos serão publicadas no "Diário Oficial da União" desta sexta (19).

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