9.11.13

MÁFIA DOS FISCAIS DO ISS: BRIGA DE CASAL DESNUDOU FRAUDE


Vanessa Alcântara, ex-mulher de um dos auditores presos pela máfia que desviou R$ 500 milhões dos cofres públicos, é a testemunha-chave do escândalo; em reportagem da Istoé, ela conta os bastidores do esquema operado na gestão do ex-prefeito Gilberto Kassab e dá detalhes da vida de luxo que levava

247– Uma disputa conjugal por uma pensão alimentar de R$ 3 mil foi o estopim do escândalo do pagamento de propina a auditores fiscais da Prefeitura de São Paulo. Vanessa Alcântara, ex-companheira de Luís Alexandre Magalhães, um dos quatro fiscais presos, revelou à Corregedoria-Geral do Município (CGM), ao Ministério Público Estadual e à polícia como o grupo operava.

Em entrevista a Alan Rodrigues, da Istoé, ela conta detalhes das operações e da vida de luxo que levava ao lado do companheiro corrupto, com lancha de 44 pés, avião particular e diversos flats em Angra dos Reis (Leia na íntegra aqui).

Segundo ela, eles superfaturavam as guias do ISS e negociavam a propina. O dinheiro era dividido entre os quatro fiscais (Luís Alexandre Magalhães, Ronildo Bezerra Rodrigues, Carlos Augusto de Lallo Amaral e Eduardo Horl Barcelos). As negociações eram feitas em um apartamento alugado, perto da prefeitura.

“Eles operavam na gestão Kassab. Teve uma ou outra coisa no governo Haddad, mas fiquei sabendo por um despachante que só tinha uma pessoa operando nesse atual governo”, afirmou.

Questionada sobre o envolvimento direto do ex-prefeito Kassab na fraude, ela diz que “o esquema colocou o Luís Alexandre no gabinete para ele dar uma maneirada, acalmar um pouco. Ele operava de uma forma muito agressiva, era louco”.
Em conversas telefônicas interceptadas pela polícia, com autorização da Justiça, um dos auditores fiscais do esquema, Ronilson Rodrigues, afirma que o secretário e o prefeito com quem trabalhou “tinham ciência de tudo”.
Ele também reclama com a auditora Paula Sayuri Nagamati, ex-chefe de gabinete de Finanças do ex-prefeito, que foi intimado a prestar esclarecimento à Controladoria-Geral do Município (CGM) sob suspeita de corrupção. A conversa aconteceu 12 dias após as denúncias de Vanessa. “É um absurdo, Paula. Tinha que chamar o secretário e o prefeito também, você não acha? Chama o secretário e o prefeito com quem eu trabalhei. Eles têm ciência de tudo”, afirmou sobre a investigação da CGM.

BRASIL 247

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