29.11.13

Ricardo Murad e Aluísio Mendes são acusados de racismo

Do blog LUÍS PABLO
Os secretários Ricardo Murad (Saúde) e 
Aluísio Mendes (Segurança) estão sendo
acusados pelo médico nigeriano
Kinglsley Ify Umeilechukwu de racismo.

Os secretários Ricardo Murad (Saúde) e Aluísio Mendes (Segurança) estão sendo acusados pelo médico nigeriano Kinglsley Ify Umeilechukwu de racismo.
Kinglsley foi preso no último dia 23, no Hospital Municipal de Bacuri (Baixada Maranhense), após uma denúncia do secretário de Sáude, em sua página de relacionamento (Facebook).
O nigeriano foi apresentado à imprensa pela cúpula da polícia como “falso médico”, sendo que ele na verdade é médico formado pela Universidade de Lagos, no sul da Nigéria.
O médico foi acusado pelo secretário de Segurança de exercício ilegal da profissão e de ser o responsável pela morte de uma criança, que foi mordida por um cão, sendo medicada em Mirinzal.
Para comprovar que Kingsley é médico profissional, os advogados dele apresentaram documentos que comprovam a conclusão do curso de Medicina na University of Lagos e a revalidação do diploma do nigeriano feita na Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT).
Segundo o nigeriano, a polícia quando prendeu ele sequer perguntou se tinha ou não a documentação que comprovasse que é médico.
“Eles me prenderam simplesmente porque eu sou negro. Porque não aceitam ou admitem que negros, como eu, podem sim exercer a medicina, ter oportunidade de estudar, de trabalhar e de prestar serviço a outras pessoas. Quando me prenderam sequer me perguntaram se eu tinha ou não a documentação. A minha maior revolta é que me colocaram na televisão como um bandido, como um assassino. Eu pedi para falar com a imprensa, eles me colocaram numa sala e me impediram até de explicar o que aconteceu no hospital. O que eles queriam era mascarar as péssimas condições de trabalho da saúde pública. Queriam esconder que menina morreu porque não tinha vacina no posto médico. E está tudo documentado.”, disse o médico nigeriano, que informou que vai processar o Estado.

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