9.12.13

MÉDICO piauiense pede desculpa à família de Marcelo Déda

'PETISTA A MENOS NO MUNDO': Em carta, ele diz que gente do PT usou para se vitimizar

O médico Esmálio Barroso, de 27 anos de idade, piauiense natural da cidade de Piripiri, Norte do estado, que atualmente trabalha em hospital de São Paulo (SP), se envolveu em uma polêmica em que não esperava que fosse dar tanta repercussão. Conforme matéria do Brasil 247 reproduzida por vários sites.

ABAIXO A CARTA ENVIADA PELO MÉDICO, NA ÍNTEGRA
Boa tarde, ontem tomei ciência de uma matéria veiculada em vários sites do Piauí, onde meu nome e minha profissão são chafurdados, como se estivesse comemorando a morte do ex-governador do Sergipe, Marcelo Déda. Além de leviana a interpretação, a campanha promovida por um jornalista, que inclusive é meu conterrâneo, é injusta e, como é comum à pessoa dele, agressiva e desnecessária. Nunca fui procurado para dar qualquer esclarecimento sobre o assunto. Agora é minha vez.
Acreditando nos direitos e na liberdade permitidas dentro de um verdadeiro estado democrático, acredito que terei um espacinho para jogar luz no polêmico fato onde sou figura principal, sendo julgado, condenado e executado como nos antigos tribunais feudais.
Sou médico, tenho 27 anos, filho mais novo de uma família humilde, composta de dez irmãos. Com muito esforço conquistei uma vaga numa universidade pública, a melhor do meu estado. Após a conclusão do meu curso, com muito trabalho, fui admitido na residência médica em uma instituição de saúde da capital paulista, onde sou bolsista pelo Ministério da Saúde. Nunca dependi de partido político, sindicato ou DAS para sobreviver!
Evidentemente peço desculpas pelo comentário. No momento, não pensei na família e nos admiradores do governador falecido. Nunca falei do caráter e competência do Marcelo Déda. Tudo ficou como uma atitude corporativista e revanchista. Na verdade, não passou de um ato precipitado, impensado. Irônico e maldoso, admito, mas sem o intuito de causar tanto estardalhaço. O intuito era que ficasse na esfera política, apenas. Nunca imaginei que pudesse causar tanta indignação. Aos que se sentiram ofendidos, minhas sinceras desculpas. Não se repetirá.
Por outro lado, minhas desculpas não se estendem ao indivíduo que, em caráter oportunista, tem utilizado qualquer fato para colocar o seu famigerado partido na condição de vítima. Para isso, tem ofendido sistematicamente amigos e adversários políticos nunca quixotesca defesa a organização comprovadamente criminosa que defende. Sinal de cegueira passional/partidária, penso. Este indivíduo, pelo que me foi ventilado após esta situação se tornar pública, mostra muito mais entusiasmo com mesa de bar que com uma mesa de trabalho. Não o considero inteirado sobre minha pessoa e nem moralmente qualificado para julgar minha carreira como médico, muito menos para sair por aí tentando manchar minha reputação. É um contumaz em promover de situações vexatórias até a seus amigos mais próximos, imagina a mim, que não sou e nem nunca serei próximo a ele e ainda atentei contra o seu objeto de alienada adoração.
Também quero afirmar que não sou contra a vinda de médicos cubanos para o Brasil desde que seja feita de forma séria e responsável, com a revalidação dos diplomas e melhorias nas estruturas do sistema de saúde e sem a insistente mania populista adotada pelo PT e seus asseclas.
Finalizando, meu comentário foi exclusivamente político. Mais uma vez peço desculpas aos familiares e admiradores. Minha vida seguirá adiante, cada vez mais compromissada com o meu ofício de salvar vidas, sempre baseado na realidade e na verdade.
Esmálio Barroso

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