15.8.14

PML: FATOR MARINA COMPLICA CAMPANHAS DE AÉCIO E DILMA

                                           Imagem: Reprodução
   

Em análise sobre o impacto político da morte precoce de Eduardo Campos, o jornalista Paulo Moreira Leite, diretor do 247 em Brasília, avalia que Marina Silva será a nova aposta de setores conservadores em razão de um grande receio, o "de que Aécio Neves já tenha chegado a seu limite eleitoral"; no entanto, ela avalia que as dificuldades e incertezas criadas pela eventual entrada de Marina na disputa atingem tanto Aécio como a presidente Dilma Rousseff; segundo ele, Marina "pode atropelar Aécio"e tirá-lo da briga; Dilma também perde porque contava com o apoio histórico do PSB numa eventual disputa contra o tucano, no segundo turno

247 - Em artigo sobre o impacto da morte precoce de Eduardo Campos, Paulo Moreira Leite, diretor do 247 em Brasília, avalia que a eventual entrada de Marina Silva na disputa eleitoral cria problemas tanto para o tucano Aécio Neves, como para a presidente Dilma Rousseff.
No texto "É fácil entender por que os conservadores preferem Marina", ele aponta dificuldades imediatas para Aécio no primeiro turno e problemas para Dilma num segundo turno.
"A falta de cerimonia exibida por tantos colunistas conservadores para emplacar Marina Silva de qualquer maneira como candidata presidencial do PSB, menos de 24 horas depois da morte de Eduardo Campos, é um sintoma de vários elementos da campanha de 2014. O maior é o receio de que Aécio Neves já tenha chegado a seu limite eleitoral – muito longe daquilo que seria necessário para dar a seus aliados esperanças reais de vencer o pleito – e é preciso encontrar um atalho para tentar derrotar Dilma. Desse ponto de vista, a oportunidade-Marina veio a calhar", diz ele.
Segundo PML, Aécio estaria correndo o risco de não disputar o segundo turno. "A popularidade de Marina provoca justo temor no PSDB, pois pode transformar-se numa candidatura capaz de atropelar Aécio e jogá-lo para terceiro lugar e fora da campanha no segundo turno, o que seria, para os tucanos, uma derrota pior que todas as outras desde 2002", afirma.
Na sua análise, Dilma também perde, em razão dos riscos que um incerto segundo turno trariam para a sua reeleição. "Os petistas sempre estiveram convencidos de que, num segundo turno, a maioria dos parlamentares, dirigentes e eleitores do PSB não serão capazes de abandonar a própria história para votar no PSDB, que sempre denunciaram como partido conservador, e farão o caminho de volta para uma aliança com o PT. Era com essa possibilidade que Dilma e Lula sempre trabalharam nos últimos meses. Evitaram atitudes hostis e indelicadas, reservado a artilharia mais pesada para Aécio. Qualquer mudança, neste horizonte, irá atrapalhar os planos de Dilma".
Leia, a íntegra, no blog de Paulo Moreira Leite.
247 BRASIL

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