7.12.14

R$ 70 milhões foram doados para campanhas no Maranhão

Levantamento de O Imparcial revela o montante de recursos doados para os candidatos nas eleições 2014; Os gastos mais elevados foram identificados na área de publicidade
 
Glaucione Pedrozo - Candidatos maranhenses receberam quase R$ 70 milhões em doações para campanhas eleitorais. Desse total, R$ 18.309.997 foram destinados para candidatos a governadores. Os candidatos a senadores receberam o montante de R$ 5.320.965. O único candidato a governador que não prestou contas eleitorais foi José Luís Lago (PPL).


Flávio Dino recebeu 490 doações durante a 
campanha
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) divulgou na última semana os dados estatísticos das eleições 2014. No Maranhão, Flávio Dino (PCdoB) recebeu 490 doações, totalizando um montante de R$ 8.409.771. As maiores doações destinadas ao governador eleito foram oriundas de empresas ligadas ao setor da construção civil e empreendimentos imobiliários, que juntos totalizaram R$ 1.380.500. O Partido Comunista do Brasil destinou ao candidato mais de R$ 3 milhões.


Lobão Filho foi o candidato que mais gastou 
com alimentação

O candidato a governador Lobão Filho (PMDB) arrecadou R$ 9.869.433. O seu partido foi responsável por R$ 5.200.000 milhões de todo o montante. Entre os maiores doadores estão indústrias produtoras de ferro-gusa, matéria prima do aço. Esse setor doou R$ 1.000. milhão para a campanha do peemedebista.
O candidato Saulo Arcangeli (PSTU) recebeu R$ 10.318 mil; Luís Antônio Pedrosa (PSOL) declarou à Justiça Eleitoral ter recebido o montante de R$ 17.455 mil, enquanto que Josivaldo Correa (PCB) declarou a modesta quantia de R$ 3.000 mil.

Entre os candidatos ao senado, o senador eleito Roberto Rocha (PSB) foi o que mais recebeu. Rocha apresentou em sua prestação um total de R$ 3.543.097. Em seguida vem o candidato Gastão Vieira, com receita total de R$ 1.695.798. Marcos Silva (PSTU) foi o mais modesto em receitas, entre os candidatos ao Senado Federal, com arrecadação de pouco mais de R$ 2 mil.

Despesas
Entre as maiores despesas dos candidatos estão os gastos com publicidade, em geral. O governador eleito e o segundo colocado gastaram mais de R$ 14 milhões entre produção de programas de TV e Rádio, produção de jingles, peças de internet, etc. Para esse setor, Lobão Filho destinou R$ 6.384.960,34 milhões, enquanto Flávio Dino gastou R$ 4.458.949,22 milhões.

Lobão Filho (PMDB) foi o candidato ao governo que mais gastou com alimentação. No total foram R$ 162.378,95 mil, enquanto Flávio Dino teve despesas na ordem de R$ 79.642,83 mil com água e alimentação.

Com veículos e combustíveis, Dino ultrapassou Lobão Filho. O candidato eleito disse à Justiça Eleitoral ter gasto um total de R$ 1.973.584,62 com despesas de veículos, combustíveis e deslocamentos. Lobão Filho afirmou ter gastado quase R$ 1 milhão a menos, com justificativas na ordem de R$ 981.285,86 mil.
Quanto à locação e cessão de imóveis, os dois candidatos se diferenciaram em pouco mais de R$ 10 mil. O candidato do PMDB informou ter gasto R$ 98.610,00 mil, enquanto Flávio Dino declarou gastos de R$ 112.708,88 mil, com imóveis.

Operação Lava jato
Entre as doações dos candidatos a cargos majoritários, duas empresas envolvidas na Operação Lava Jato, da Polícia Federal, foram doadoras de receitas para o governador eleito do Maranhão, Flávio Dino.

A UTC Engenharia e a Construtora OAS, ambas do ramo da construção civil, juntas doaram o montante de R$ 1.457.500,00 para Dino, de acordo com os dados divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral. As empresas envolvidas na operação da Polícia Federal também fizeram doações para mais 18 governadores eleitos em todo o Brasil, num valor total de R$ 24,3 milhões.
Além disso, a UTC Engenharia foi a quinta maior doadora para a campanha da presidente reeleita Dilma Rousseff (PT) e também uma das contribuintes da campanha do adversário Aécio Neves (PSDB).
A reportagem de O Imparcial entrou em contato com a assessoria do governador eleito e esta confirmou todos os dados divulgados pela Justiça Eleitoral, porém não quis comentar sobre o assunto.

Sem comentários:

Enviar um comentário