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Wellington assume governo do Piauí decretando urgência em 5 áreas

A solenidade de posse teve início às 8h30 na Assembleia Legislativa.
Wellington assume o governo pela 3ª vez diante de uma crise econômica.


Wellington Dias toma posse como governador do Piauí (Foto: Catarina Costa/G1)
No pronunciamento feito na Assembleia, Wellington voltou a falar sobre a crise econômica do estado e disse que irá pedir a imediata suspensão de contratos de obras e serviços para que seja feita uma auditoria nas contas do estado. Segundo ele, a dívida deixada pelo governo anterior soma mais de R$ 2,5 bilhões

"A folha de pagamento estourou o limite prudencial de gastos previstos na Lei de Responsabilidade Fiscal e diante disso deixamos de receber recursos do governo federal. Vamos trabalhar fazendo a contenção de gastos, recuperação de crédito e suspender os contratos para fazer uma auditoria", disse.

Por volta das 9h30, Wellington Dias deixou a Assembleia Legislativa e seguiu para o Palácio de Karnak, sede oficial do governo, onde aconteceu a transmissão de cargo. O ex-governador Zé Filho (PMDB) não participou da solenidade e a faixa governamental foi entregue pela chefe do cerimonial Emília Nunes. Antes, o Wellington cumpriu com o ritual e passou pela revista às tropas militares

Ainda no seu discurso, o governador destacou que assume com o compromisso de trabalhar pelo desenvolvimento econômico do estado com apoio para os pequenos, médios e grandes empresários.

Sobre os decretos de urgência administrativa que assinou nesta quinta-feira e devem durar 90 dias, Wellington disse que se trata de uma medida para que o seu governo atue com responsabilidade. "Vou levar esses decretos à presidente Dilma Rousseff e solicitar que o Piauí seja tratado com o SOS que merece. Na segurança, se necessário, queremos a presença da Força Nacional e Exército para garantir a paz social no estado. Não é possível que o Piauí tenha chegado a essa situação. Também vamos tratar com prioridade a Saúde. Temos hospitais fechados e no Hospital Infantil crianças morrendo sem atendimento", falou.

Wellington Dias é o primeiro a ser eleito para um terceiro mandato de governador no Piauí. Na história da política piauiense o governador que esteve mais tempo a frente do exexutivo estadual foi Leônidas Melo, cuja gestão teve início 1935 e seu mandato durou até o golpe do Estado Novo em 1937, assim, foi nomeado interventor federal pelo presidente Getúlio Vargas, governando até 1945.

Perfil
A posse de Wellington Dias marca o retorno do PT ao governo do Piauí após quatro anos. Em 2010, Wellington deixou o Palácio de Karnak para concorrer ao Senado.

Formado em Letras pela UFPI (1982) e especializado em Políticas Públicas e Governo pela UFRJ (1998), recentemente concluiu a especialização em Gestão Pública em Harvard. Como bancário, Wellington trabalhou no Banco do Nordeste do Brasil, Banco do Estado do Piauí e Caixa Econômica Federal, da qual é funcionário de carreira. A militância política começou em 1985, quando, aos 29 anos, filiou-se ao Partido dos Trabalhadores.
Em 1992, foi eleito vereador de Teresina. Em 1994, elegeu-se deputado estadual e chegou à presidência do diretório regional do PT, onde ficou de 1995 a 1997. Em 1996, foi candidato a vice-prefeito de Teresina, na chapa de Nazareno Fonteles. Em 1998, foi o primeiro deputado federal eleito pelo PT no Piauí. No ano 2000, se candidatou a prefeito de Teresina junto com Francisca Trindade como companheira de chapa.
Em 2002, candidato ao governo do estado, Wellington foi eleito no primeiro turno pela coligação “A Vitória que o Povo Quer”. Em 2006 voltou a disputar o cargo no executivo estadual e foi reeleito com 61,7% do total, obtendo 266.579 votos a mais do que na sua primeira disputa para governador. Em 2010, Wellington se afastou do cargo para concorrer ao Senado Federal e foi eleito com 997.513 votos. No ano passado, tornou-se o líder do PT no Senado.  (Do G1 PI)

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