23.6.15

Vereador reapresenta projeto e título de cidadania para Marco Feliciano é rejeitado na Câmara

Aproveitando a discussão sobre "ideologia de gênero" no plenário da Câmara Municipal de Teresina, que contou com maioria do plenário ocupada por representantes de grupos religiosos em relação aos do movimento LGBT, o vereador  Ricardo Bandeira (PSDC) reapresentou o projeto que concede título de cidadão teresinense ao deputado federal pastor Marco Feliciano (PSC-SP). 
                                                                                                                   Foto: Ubiracy Sabóia/Cidade Verde
Vereadores em pé votaram contra o título de cidadania
O projeto foi apresentado extrapauta e os vereadores decidiram que a questão fosse votada ainda hoje (23). A proposta foi rejeitada e recebeu 15 votos contrários dos 28 vereadores presentes - Major Paulo Roberto (PRTB) estava ausente.
Vereadores que já opuseram ao título, como Rosário Bezerra (PT), classificaram a reapresentação da proposta como "oportunismo" por parte de Ricardo Bandeira, em especial pelos ânimos no plenário já estarem elevados em razão da discussão anterior sobre gênero no Plano Municipal de Educação. 
A proposta de título de cidadania a Marco Feliciano foi apresentada no final de março deste ano e foi esquecida após protestos de grupos LGBT que consideram o pastor uma pessoa homofóbica. Além disso, os méritos do pastor para receber a homenagem também são alvo de questionamentos. 
O pastor Levino (PRB) disse que a rejeição ao título de Feliciano é também um ato de preconceito. Ele disse que vê como “má vontade dos pares”.
“Não estamos tratando aqui de nenhuma homofobia, de nenhuma discriminação. Estamos tratando de um título de cidadão de uma pessoa, um religioso que tem feito um trabalho social muito bom em Teresina, que poucos sabem, em casa de recuperação, comunidade terapêutica, pessoal com mal de Alzheimer”, disse Levino.
O pastor reclamou ainda do título que foi dado ao cantor Gilberto Gil. “A Câmara aprovou título de cidadão para várias pessoas inclusive para Gilberto Gil, que nem aqui vem. Não vejo com bons olhos, vi como um outro preconceito”. 
A vereadora Rosário Bezerra (PT) disse que trabalhou desde o início para a rejeição do título. “O pastor Feliciano não tem nenhum serviço prestado a cidade. É racista, homofóbico, é contra os direitos humanos. Eu achei bastante positivo a rejeição e tantas vezes coloque em votação farei campanha contra”.  

Fonte: cidadeverde.com

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