19.8.15

Juiz manda soltar policial acusado de participar de morte em desocupação

Cabo da PM Marcelo dos Santos teve a prisão preventiva decretada. Fagner dos Santos, de 19 anos, foi morto na manhã de quinta-feira (13).


Dois militares foram presos acusados de disparar contr
manifestantes (Foto: Biaman Prado / O Estado)
Do G1 MA

O juiz da Central de Inquéritos de São Luís, Osmar Gomes dos Santos, concedeu relaxamento de prisão e determinou a libertação, ainda na terça-feira (18), do policial militar Janilson Silva dos Santos, preso suspeito de atirar contra manifestantes durante a operação de desocupação na Vila Luizão, bairro da capital maranhense, que resultou na morte Fagner Barros dos Santos, de 19 anos, na última quinta-feira (13). 
O advogado Augusto Rabelo, que acompanhou a audiência realizada na manhã desta terça-feira, confirmou ao G1 que a decisão do magistrado ocorreu porque não ter sido possível verificar que efetivamente o projétil que vitimou Fagner saiu da arma do PM. Ainda de acordo com a decisão, o juiz afirmou que “o depoimento e as provas constantes nos autos levam a assertiva de que Janilson não possui conduta para pratica criminosa”.
Já o cabo Marcelo Monteiro dos Santos teve a prisão preventiva decretada pela Justiça. No parecer do magistrado, existia a necessidade da segregação cautelar para resguardar a ordem publica, uma vez que o réu responde por outros crimes da mesma natureza.
PM matou jovem de 19 anos durante desocupação
de terreno em São Luís (Biaman Prado / O Estado)
Entenda o caso
De acordo com Secretaria de Segurança Pública, os dois policiais militares participavam retirada de invasores do terreno quando houve um disparo contra Fagner Barros dos Santos, que morreu no local.

Os militares foram presos e reconhecidos por testemunhas, que compareceram a Delegacia de Homicídios.
Em entrevista coletiva realizada horas depois do incidente, o secretário de Segurança Pública, Jefferson Portela, garantiu a apuração de responsabilidades sobre o caso. O comandante-geral da PM-MA, coronel Marco Antônio Alves, ressaltou que as forças de Segurança estão empenhadas em apurar as circunstâncias da ocorrência e que o ocorrido foi caso isolado.

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