7.4.16

Após parecer pró-impeachment, Câmara acelera processo de afastamento de Dilma

HuffPost Brasil 
Com parecer favorável ao impeachment da presidente Dilma Rousseff, a Câmara dos Deputados pisa no acelerador para finalizar o processo o quanto antes.
A expectativa é que os prazos mínimos sejam respeitados e o texto chegue ao plenário na tarde de sexta-feira (15).
Para iniciar a conclusão do processo em 26 dias, desde a primeira reunião, a comissão vai iniciar nesta sexta-feira (8) a discussão sobre a proposta. Todos terão a oportunidade de falar; já são mais de 100 inscritos com direito a se pronunciar por pelo menos 10 minutos.
Para conseguir encerrar antes de segunda-feira, quando o texto já pode ser votado, a sessão de sexta - com previsão de durar pelo menos 25 horas - deve terminar só no fim de semana.
Também para agilizar o processo, a sessão de votação em plenário, prevista para o dia 15, também deve entrar no fim de semana. O presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ) já afirmou que não vai interromper os debates para continuar em outro dia da semana.
Governistas correm contra o tempo
A estratégia de dar velocidade ao processo já nos debates de sexta-feira irritou os governistas. Os aliados de Dilma correm contra o tempo para reverter votos e tentar enterrar o impedimento da presidente.
Integrante da comissão, a deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ) diz que a tática pode desmoralizar a Casa.
Jandira a definiu como “uma jogada” que abriria espaço para que Cunha usasse os mesmos argumentos e, no momento de votação do pedido em plenário, escolhesse um domingo para fazê-lo.
Esta opção tem sido apontada como estratégia da oposição para mobilizar um volume maior de pessoas em frente ao Congresso, já que a maior parte dos brasileiros não estaria trabalhando ou estudando no domingo.
Os parlamentares pró-impeachment estão irredutíveis na ideia.
“A oposição não está disposta a abrir mão de um milímetro que seja das regras e leis que temos. Vamos cumprir os 15 minutos para cada um. Qualquer passo neste sentido pode abrir brecha para o governo atuar e o governo quer paralisar”, pontuou o deputado Mendonça Filho (DEM-PE).
(Com Agência Brasil)

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