12.10.16

“Quem não tem dinheiro não faz faculdade”, diz deputado a manifestante

Questionado por professores sobre cortes na saúde provocados pela PEC 241, Nelson Marquezelli (PTB-SP) diz que verba para ensino superior tem de ser cortada e que quem não tem dinheiro deve tentar passar na USP ou parar de estudar

O governo federal tem de cortar gastos com universidade, e o brasileiro que não tiver dinheiro para bancar os estudos não deve ir para a faculdade. O cidadão que reclama do atendimento público precisa cuidar mais da própria saúde para não sobrecarregar o Serviço Único de Saúde (SUS). Esses foram alguns dos argumentos utilizados pelo deputado Nelson Marquezelli (PTB-SP) ao defender a proposta de emenda à Constituição que limita os gastos públicos (PEC 241/16),aprovada em primeiro turno na última segunda-feira (10).
As declarações foram dadas na própria segunda-feira, em uma conversa com um grupo de jovens professores que manifestavam na Câmara contra a PEC. A gravação do diálogo ganhou as redes sociais. Marquezelli disse, ainda, que seus filhos vão estudar em universidade porque têm condições de pagar. “Tem que gastar o que tem. O contribuinte brasileiro não aguenta mais pagar (…) Tem de cortar universidade, tem de cortar. O governo vai se preocupar com o ensino fundamental.  Quem puder pagar vai ter de pagar. Meus filhos vão pagar”, declarou.
Veja o vídeo:
Olhem o que diz o Deputado Nelson Marquezelli do PTB - SP

Leia a íntegra:
“Nota do Deputado Nelson Marquezelli sobre seu posicionamento favorável a votação da PEC 241.
O Estado não pode gastar mais que arrecada.
Defendo a gratuidade para a população de baixa renda em instituições públicas, mas subsidiar a quem tem condições de pagar a universidade sou totalmente contra.
O ajuste da PEC não retira nenhum centavo para educação e saúde, mas por outro lado a aprovação da matéria possibilita um freio em orçamentos inflados, aumentos irreais e expectativas financeiras que destruirá a previdência pública.
O Brasil precisa ter a responsabilidade de administrar o dinheiro público com profissionalismo e retidão.
Remédios amargos são necessários para um momento difícil da economia nacional.
Volto a repetir, sou favorável a uma educação de qualidade e contra subsídios do Estado para quem pode e deve pagar por sua instrução.”
Fonte:  Congresso em foco 

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